Povos indígenas não tiveram contato com outros tipos de coronavírus no passado e, por isso, sua resistência pode ser menor, destaca médico
O coronavírus não negocia, ataca a todos, indiferente de classe social, etnia, credo ou qualquer outra diferença criada pelo homem. Isso é o que faz dele um problema de toda a sociedade e que precisa da ajuda de cada pessoa. Os povos indígenas da região estão sofrendo os efeitos deste vírus e dois caciques já morreram em decorrência de problemas causados pela infecção.
Na madrugada do dia 22 de junho, após dias internado em Passo Fundo devido ao Coronavírus, faleceu o senhor Lourenço Amantino, com 62 anos, Cacique da Área Indígena da Linha Encruzilhada, interior de Constantina. Na última sexta-feira (3), também em um hospital de Passo Fundo, faleceu outro cacique da região, desta vez da cidade de Ronda Alta. A vítima, cacique da Reserva Indígena da Serrinha, Ronaldo Claudino, faleceu aos 47 anos.
Mas o que está acontecendo que estes povos estão sofrendo mais complicações? Em entrevista na Uirapuru o médico Dr. Júlio Stobbe disse que o Coronavírus atual é uma novidade para todas as pessoas, porém, muitos já tiveram, no passado, contato com outras cepas de Coronavírus. O mesmo não ocorre com os povos indígenas, que estão são colocados em exposição a um tipo agressivo e novo do vírus. Desta forma a resistência destas pessoas é menor ao vírus.
Ouça a entrevista com o Dr. Júlio Stobbe: