Possibilitar que aluno escolha matérias de seu interesse pode causar deficiências educacionais no futuro, afirma professor
Na tarde de ontem o governo federal anunciou grandes mudanças no sistema educacional do ensino médio.
As principais mudanças são a ampliação de 800 horas para 1400 horas de aula por ano, estimulando o ensino em tempo integral, além da possibilidade do aluno optar pelas matérias que mais tem afinidade, deixando de ser obrigado a cursas 13 matérias ao longo do ensino médio. A língua espanhola foi cortada na lista de matérias obrigatórias.
Ontem a informação que mais despertou a polemica foi a possibilidade do corte das disciplinas de educação física, artes e filosofia, o que foi ratificado durante a noite pelo governo, que garantiu que elas serão mantidas. Também ficou definido que, para dar aulas, não será necessário diploma específico de licenciatura, mas sim que o candidato a professor tenha “conhecimento na área”.
O diretor de comunicação do CPERS, professor Ênio Mânica, explicou que a decisão pegou a todos de surpresa e foi tomada de cima para baixo, sem qualquer diálogo com a sociedade ou até mesmo com os professores.
Mânica afirma que, dando a possibilidade de o aluno escolher áreas de seu interesse, ainda no ensino médio, pode-se abrir um campo para que ele se arrependa no futuro e fique sem importantes áreas do conhecimento.
Para o professor, é preciso agora analisar em conjunto estas mudanças para ver de que forma a sociedade escolar poderá reagir.