Possibilidade de geada tardia preocupa produtores no plantio do trigo
Já é consenso na meteorologia que o fenômeno La Niña vai seguir atuando no Brasil até o início de 2023. O evento traz o resfriamento em grande escala da água superficial do oceano Pacífico Equatorial central e leste, acompanhado de mudanças na circulação atmosférica tropical, que altera o padrão de ventos, pressão e precipitação. Com isso, o clima muda bastante em regiões diferentes do Brasil.
No Rio Grande do Sul este fenômeno favorece um inverno intenso e longo. Como impacto de um clima diferente a agricultura sofre. O assunto foi abordado no programa Cotações e Mercado, na Uirapuru, durante o último domingo.
Apresentado por Jair Ineri Lazarotto, o programa contou novamente com a participação de um time de cerealistas, analistas e agrônomos. O cerealista Emeri Tonial explicou que o período é chuvoso e frio a parir da quinta-feira a noite.
Na semana seguinte o frio e a chuva continuam, o que é um entrave para as atividades na lavoura. Tonial explicou que muitos agricultores estão preocupados se iniciam a lavoura do trigo. Isso porque, em anos de La Niña, geadas podem ocorrer ainda em setembro, o que traria problemas para a cultura.