População compartilha veículos para driblar alta na passagem de ônibus e Táxi é alternativa
Com o aumento da passagem do transporte público de Passo Fundo, os usuários usam a criatividade para buscar alternativas e economizar no deslocamento. Bicicleta, patinete elétrico, aplicativos, carona e até o tradicional transporte através do Táxi estão sendo utilizados para tentar economizar.
Falando na Uirapuru, o presidente da Associação dos Taxistas de Passo Fundo, Erivelton de Oliveira, explicou que como o aumento é recente ainda não é possível identificar um aumento significativo do fluxo de passageiros, porém a expectativa é que o setor sinta os efeitos do novo valor da passagem.
De acordo com Oliveira, os passo-fundenses tem a opção de chamar um carro através do aplicativo “Tchê Táxi”, onde a corrida é bem mais em conta e o usuário tem a comodidade de acionar o motorista pelo celular. Outra alternativa para baratear a viagem é dividir a corrida com outras pessoas que precisam fazer a mesma rota.
O presidente afirmou que com essa opção é possível pagar um valor parecido com o da passagem de ônibus e ter o conforto de ser buscado em casa, com segurança e tranquilidade. O taxista relatou que o preço médio de uma corrida do centro até o bairro São Cristóvão, por exemplo, gira em torno de R$ 20 na viagem tradicional e R$ 16 com o aplicativo, podendo dividir esse valor entre os passageiros.
Ouça a entrevista com o presidente da Associação dos Taxistas de Passo Fundo, Erivelton de Oliveira:
A Uirapuru conversou também com os usuários do transporte coletivo urbano da cidade. O repórter Mateus Pirolli foi até uma das paradas mais movimentadas da cidade, a parada da UPF Idiomas, na Avenida Brasil, conversar com os trabalhadores para saber como eles estão agindo diante do novo valor.
A trabalhadora Taina Oliveira, moradora da Vera Cruz, precisa se deslocar todos os dias até o Centro. De acordo com ela, o aumento preocupa, pois vai fazer diferença no orçamento do mês. Taina afirmou que já conversa com vizinhos que também precisam vir até o centro diariamente para compartilhar carona e dividir o valor da gasolina.
Para a dona Giorgina, moradora da Hípica, o aumento vai pesar ainda mais no bolso. Ela ocupa quatro passagens por dia para se deslocar até o trabalho, pois no intervalo vai para casa almoçar. Giorgina já pensa em ficar no centro e não voltar mais na hora do almoço, porém terá que desembolsar o valor da refeição. Os passo-fundenses estão colocando na ponta do lápis qual a melhor alternativa.
Ouça o relato dos ouvintes: