Ponto e Contraponto: Falta de representantes preocupa entidades de Passo Fundo para 2026
Prédio do Congresso Nacional
Cúpula da Câmara e do Senado
Foto Rodolfo Stuckert
Data 07-03-2009
No quadro Ponto e Contraponto desta quarta-feira (18), a jornalista Zulmara Colussi destacou a preocupação de entidades de Passo Fundo com a ausência de representantes da cidade na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. Segundo ela, o Comitê de Entidades Empresariais já discute uma nova campanha para as eleições de 2026, incentivando o voto em candidatos locais e alertando para o aumento da abstenção. “Na eleição para prefeito no ano passado, a gente teve trinta e nove mil eleitores que não votaram”, lembrou.
Zulmara apresentou dados que mostram a baixa votação em candidatos do município nas eleições de 2022. Entre os quinze mais votados para deputado federal em Passo Fundo, apenas cinco eram da cidade. O candidato Luciano Azevedo foi o mais votado, com 52 mil votos locais. O segundo colocado teve 4.300. A jornalista avaliou que a falta de envolvimento constante dos candidatos com a comunidade pode explicar a baixa adesão. “Muitos candidatos aparecem mesmo só na campanha eleitoral”, afirmou.
A jornalista ressaltou que a cidade está sem representante federal eleito desde 2015, quando Roberto Albuquerque deixou o cargo. Luciano Azevedo assumiu como suplente por pouco mais de um ano, período em que obteve mais de R$ 50 milhões para projetos da cidade, mesmo sem acesso a emendas parlamentares. Zulmara citou o caso do deputado Darley de Deus, que destinou R$ 4,1 milhões em emendas para Passo Fundo entre 2017 e 2021, sendo o que mais enviou recursos no período, mesmo sem ter vínculo direto com o município.
Ela apontou que a falta de representantes compromete a articulação de demandas regionais, como a duplicação da BR-285 e a concessão do aeroporto. Também informou que trará na próxima coluna um levantamento detalhado das emendas parlamentares destinadas a Passo Fundo por deputados de fora da cidade. “Tudo é política. Não adianta dizer ‘não gosto de política’, porque a política está no dia a dia. E a gente tem que olhar para ela com mais seriedade”, concluiu.
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