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Geral

Políticas públicas de amparo são tão importantes quanto ações do judiciário na proteção das mulheres

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A violência contra a mulher registra aumento em casos relatados às autoridades desde a chegada da pandemia, há 3 anos.  Estudos tentam relacionar esta situação a um convívio maior entre os casais, expondo conflitos que em alguns momentos terminam em violência.  Há mecanismos legais, aprimorados nos últimos anos, para proteger as mulheres e seus dependentes quando estão em um cenário de violência doméstica.

O assunto foi abordado dentro do programa Emoção, Afeto e Comportamento, em sua mais recente edição na Uirapuru. Apresentado pelo psiquiatra Dr. Erico Hecktheuer, o programa contou com a participação da Dra. Lisiana Carraro, advogada e professora em Direito. Lisiana explicou que atua há mais de 20 anos na justiça gratuita, além do atendimento no jurídico convencional.

Neste tempo viu muitas situações de violência envolvendo as mulheres e conhece bem o contexto que isso está envolto e o que gera ao redor.  Disse que a justiça tem meios de ação direta para determinar a proteção da mulher vítima, o afastamento e prisão do agressor, além de medidas para os filhos da mulher.

Disse que os dados estão trazendo aumento de casos de violência e, tão importante quanto mecanismos legais estão as políticas públicas de apoio às mulheres.  Explicou que trata-se de um somatório de forças, envolvendo casas de apoio, orçamentos municipais para este fim, delegacias especializadas com salas especiais de plantão e ações que englobam o governo do Estado e Federal para criar a rede de acolhimento neste momento tão difícil para a vítima.