Policial Civil condenado pela morte de banqueiro do jogo do bicho em Passo Fundo
O Tribunal do Júri da comarca de Passo Fundo condenou nesta terça-feira (25), o policial Civil de Porto Alegre Adriano da Silva, 45 anos, a 28 anos de reclusão por envolvimento na morte do banqueiro do jogo do bicho Dari Antônio Pezzutti, 53 anos. Além disso, o policial, que era lotado no Grupo de Operações Especiais-GOE da capital do Estado, teve decretada a prisão e perda da função.
O crime ocorreu na noite do dia 6 de outubro de 2006, quando Pezzutti foi ferido a tiros ao sair da sua banca na rua Coronel Chicuta, no centro de Passo Fundo. Ele foi socorrido e conduzido para o hospital São Vicente de Paulo, onde morreu na manhã seguinte. Durante as investigações, a Polícia de Passo Fundo identificou os envolvidos no crime, que teria sido motivado por disputas do jogo do bicho, entre a vítima os chamados “cariocas,” que estavam se estabelecendo na cidade.
Três dos acusados foram levados a julgamento pelo Tribunal do Júri no dia 6 de abril de 2009. O carioca Marcos Ribeiro, apontado como contratando de crime, foi condenado a 16 anos de reclusão e o PM Manoel Marcílio Reis da Silva, na época lotado na Brigada Militar em Caxias do Sul, que teria puxado gatilho, recebeu uma condenação de 17 anos de reclusão. Além disso, o soldado teve a perda de função decretada. Na ocasião, Adriano da Silva foi absolvido, mas o Ministério Público recorreu na decisão do Tribunal do Júri.
O Tribunal de Justiça do Estado anulou a decisão e determinou novo julgamento. No Júri desta terça-feira, o policial civil restou condenado a 28 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado por ter agido mediante pagamento e pela surpresa que impossibilitou a defesa da vítima. Com isso, juiz Rafael Echevarria Borba, presidente do Tribunal do Júri, decretou a prisão do policial e a perda da função.
Adriano da Silva foi levado preso para a casa de custódia policial, junto sede do GOE da Policial Civil em Porto Alegre. No julgamento, o promotor de Justiça Álvaro Poglia atuou na acusação com o advogado Paulo Cavalcanti na assistência e o réu do defendido pelo advogado de Soledade, Manoel Castanheira. Um quarto envolvido na morte, o carioca Anderson de Souza Henrique continua foragido.