Skip to content

Polícia

Polícia Federal investiga desvio de recursos no SUS em hospital de Santa Catarina

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Assim como ocorreu em Passo Fundo, nos meses de março e maio deste ano, uma operação da Polícia Federal foi realizada em Santa Catarina nesta quinta-feira (20), com objetivo de desarticular um esquema de desvios de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). As investigações estão voltadas às verbas com destino ao Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó (SC).

 

A Operação Patriarcado foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), junto com Ministério Público Federal (MPF) e Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público Estadual de Santa Catarina. A ação é um desdobramento da Operação Manobra de Osler, deflagrada em novembro de 2016 e em fevereiro de 2017.

 

 

Nas primeiras fases, os investigadores apuraram o desvio de recursos públicos federais ocorridos no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó, entre 2013 a 2015. Parte desses recursos teria como destino empresas prestadoras de serviços médicos de média e alta complexidade.

 

Na fase atual, as investigações abrangem o recebimento de cerca de R$ 188 milhões em recursos do SUS, pelo hospital público, administrado pela Associação Hospitalar Lenoir Vargas. A Controladoria-Geral da União (CGU) informou, em nota, que “deste valor, aproximadamente R$ 16 milhões foram destinados a empresas de familiares e de pessoas direta ou indiretamente ligadas ao dirigente da Associação”.

 

Ainda de acordo com a CGU, um laboratório de análises clínicas chegou a receber cerca de R$ 12 milhões. “Sobre o laboratório, não foi apresentado o processo seletivo que deu origem à escolha e foi identificado que o dirigente da associação foi seu sócio até 2010, ano em que foi substituído na empresa por familiar direto”, acrescenta a nota. Os sobrepreços estimados chegam a R$ 6,7 milhões.

 

Dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos por mais de 50 agentes em empresas, residências e órgão público de três municípios: Chapecó (SC), Xanxerê (SC) e Maringá (PR). Uma decisão judicial determinou também a indisponibilidade de bens dos principais envolvidos e de duas suspensões do exercício de função pública.

 

*Informações Agência Brasil