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Polícia

Polícia Federal abre inquérito para investigar empresário passo-fundense

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A Polícia Federal de Passo Fundo abriu inquérito para apurar as atividades do empresário Anderson de Azevedo Salomão, 32 anos, dono da empresa Azevedo Salomão Empreendimentos Imobiliários. A informação foi repassada à imprensa na tarde desta terça-feira pelo delegado federal, Mário Luiz Vieira, responsável pela condução do inquérito.

 

A abertura do inquérito foi motivada pela apreensão de um caminhão guincho, avaliado em R$ 1 milhão e 850 mil, que estava com mandado de busca e apreensão expedido pela justiça.

 

Segundo o delegado Mário Luiz Vieira, o empresário comprou o equipamento de uma empresa de São Paulo, mas pagou apenas três prestações o valor de R$ 95 mil cada. Com isso, a empresa entrou na justiça com um mandado de busca e apreensão.

 

O delegado revela que no dia 8 de abril últimos, três oficiais de justiça estiveram na sede de empresa Azevedo Salomão Empreendimentos Imobiliários, localizada na rua Nilo Peçanha, na vila Petrópolis, para apreender o caminhão guincho. Segundo ele, por motivos técnicos o caminhão não foi retirado naquele dia.

 

Durante as investigações, os policiais federais descobriram que o caminhão teria sido vendido para uma empresa de Paraí. Agora, no final de julho, o caminhão guincho foi apreendido pelos federais na ERS-324, próximo a Pontão. 

 

Segundo operador, o veículo tinha como destino a cidade de Umuarama-PR, onde iria prestar serviços a uma empresa. O estranho, segundo Mário Luiz Vieira, é que o caminhão teria sido vendido, mas continuaria sendo usado pelo empresário passo-fundense.

 

Além disso, a polícia quer saber como Anderson de Azevedo Salomão conseguiu concretizar a transação, inclusive com emplacamento do veículo.

 

Mário Luiz Vieira afirma que quando da notificação da apreensão pelos oficiais de justiça, o caminhão estava com placas de Passo Fundo e agora na localização já estava com placas de Paraí. A polícia investiga outros detalhes da transação como a nota de fiscal de compra, que não constava como veículo alienado.

 

O delegado Mário Luiz Vieira disse que já existem elementos para indiciar Anderson de Azevedo Salomão por estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem tributária.

 

O delegado revelou que outras pessoas, que gravitavam entorno do empresário e que se beneficiavam de suas atividades, também estão sendo investigadas. Mário Luiz Vieira aconselha outras pessoas, que porventura tenham sido vítimas das atividades de Anderson de Azevedo Salomão, a procurar a Delegacia da Polícia Federal.