Polêmica da Copa divide opiniões: para muitos será dinheiro posto fora e para outros a chance de divulgar a imagem do país
Chegada à hora dos policiais que irão trabalhar no policiamento da Copa do Mundo, embarcarem para Porto Alegre, reacendeu a polêmica sobre a realização do evento no país. Os policiais irão para a capital gaúcha em maio e retornam na segunda quinzena do mês de julho. De Passo Fundo serão cerca de 250 homens, o que equivale a 20% do efetivo da cidade. A contrariedade da população aos investimentos e esforços feitos pelo governo, para realizar o evento está sendo alvo de várias manifestações populares desde o ano passado.
Apesar disto, este será com certeza o maior evento já realizado no Brasil. Trará para diversas cidades milhares de turistas, impulsionando a economia. O país estará no foco da mídia mundial durante dois meses. Quanto valeria esse marketing? Quanto se pagaria para todos os canais de comunicação do planeta ficarem 60 dias falando, exclusivamente do país, da sua história e do seu povo? Em troca de todos os benefícios que a Copa trará, valerá a pena a desatenção do estado com a segurança, educação e saúde?
Este foi tema do Sem Segredo de sábado pela Uirapuru. No estúdio participaram do programa Renê Cecconello e o professor e sindicalista, Guido Lucero. Para Cecconello, fazendo um balanço geral, o saldo será muito mais positivo do que negativo no que se refere à Copa. Lembrando que desde que o governo democrático foi instalado no país, todos os gestores tentaram trazer o evento para o Brasil. Citando, ainda, que os males do país, que existem, não são culpa da Copa do Mundo.
Já para Guido Lucero, os investimentos feitos na Copa serão muito superiores aos lucros. Além disso, o desvio de verbas e a falta de investimentos em setores como segurança, saúde e educação, já desqualificam a realização do evento. Para ele a competição não trará benefícios para os brasileiros.
As opiniões dos ouvintes ficaram divididas. Os que se mostraram a favor do evento, garantem que os benefícios chegarão e que mostrar a força do Brasil será bom par ao país.
Já os contrários, questionam a grandiosidade dos investimentos. Preocupados em como ficarão desassistidas as cidades que não sediarão jogos e ainda, que os estádios faraônicos não serão utilizados após a competição.