Plano de reestruturação tornará o IPE Saúde mais atrativo para médicos e usuários
Profissionais médicos relataram nesta semana que estão deixando de atender através do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (IPE Saúde) e a principal motivação é a baixa remuneração que eles recebem.
A Uirapuru entrou em contato com o presidente do Sindicado Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), o médico Marcos Rovinski, para falar sobre o assunto e ele relatou que o IPE vive um momento de precarização que preocupa a classe. Após a veiculação da notícia, o IPE Saúde também se manifestou através de nota, onde afirmou que o número de médicos credenciados pelo convênio em Passo Fundo aumentou desde o início do ano.
Em entrevista na Uirapuru, o presidente do IPE Saúde, Bruno Queiroz Jatene, destacou que, de janeiro a abril, houve apenas um descredenciamento no município e cinco novos médicos credenciados no mesmo período. No Estado como um todo, Jatene afirma que houve o ingresso de 422 novos médicos em 2021 e 80 saíram. Conforme o presidente, hoje o IPE tem uma rede de credenciamento que é a maior do Estado, inclusive com planos privados. Por isso, devido à representatividade do convênio no sistema de saúde, o IPE está trabalhando para reestruturar as despesas sem qualquer impacto na prestação de serviços.
Medidas para o reequilíbrio das despesas estão entre as principais ações que integram o plano de reestruturação do IPE Saúde, que também prevê uma nova central de atendimento telefônico para os usuários, reavaliação de processos internos, reformulação da auditoria, reforço do quadro de pessoal, mudanças na matriz de despesa e alternativas para fontes de financiamento. Assim, segundo Jatene, serão trabalhadas melhorias que beneficiarão os usuários do IPE e proporcionarão maior atratividade para os médicos do convênio.
A respeito da ausência de reajuste nas tabelas de honorários e visitas médicas, Jatene destacou que equipes técnicas do IPE Saúde e de hospitais credenciados vêm se reunindo semanalmente, desde o final de março, para elaborar uma proposta de ajustes nas tabelas remuneratórias dos prestadores. Entre as ações em curso está a adoção da tabela própria de remuneração por medicamentos, bem como revisões de tabelas de referências de pagamentos por taxas oncológicas, diárias e, em breve, também de honorários médicos. A previsão é que o trabalho seja concluído até o final de abril.