PL na Assembleia busca proibir comercialização e divulgação de materiais que façam analogia a ideologias de supremacia
A postura de alguns jovens vem preocupando autoridades no Rio Grande do Sul. Não raro existem operações da Polícia Federal, em parceria com Polícia Civil e Brigada Militar, que acabam flagrando seguidores de ideologias de supremacia, como nazismo e fascismo. Investigações, inclusive, aproximam esses seguidores de praticantes de atos violentos contra minorias ou mesmo em escolas.
A Rádio Uirapuru conversou com o deputado estadual Leonel Radde, do PT, que é policial civil e vem atuando em formas de combater a violência entre os jovens. O parlamentar chama a atenção para a proximidade entre pessoas que seguem as ideologias de supremacia com os autores de atentados violentos. Radde diz que já monitora redes de ódio e espaços na internet em que se incitavam ataques a escolas, juntamente a material contendo neonazismo e pedofilia.
O ataque em Blumenau, há alguns dias, voltou à força no monitoramento e na busca por formas de evitar para que ocorram em especial no Rio Grande do Sul. Radde lembrou que existem pacotes de monitoramento das redes, introdução de conceito de sensibilização dos jovens evitando a extremismo presente no país.
Entre as ações que podem ser tomadas, o deputado defende o monitoramento das redes sociais por parte das forças de segurança, a interlocução das escolas com as polícias e o reforço de patrulha, fazendo a ronda nas escolas, além de pessoas que identifiquem quem entra nas escolas.
Fatos de violência, bullyng, radicalização e marginalização de jovens do grande grupo de estudantes precisam ser evitados dentro das escolas, salienta o parlamentar, somado a um acompanhamento de pais com relação às ações e companhias dos filhos. Radde lembrou que protocolou um projeto que veda a comercialização e divulgação de material que façam a analogia a ideologias de supremacia, seja em lojas físicas ou virtuais.