PF investiga R$ 45 milhões em propina paga por banqueiro relacionado à Cunha
Uma anotação feita por André Esteves apreendida pela Procuradoria Geral da República indica que o mesmo pagou R$ 45 milhões ao Deputado Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A Polícia Federal encontrou o texto na casa de Diogo Ferreira, atual chefe do senador do PT-MS Delcídio Amaral. Ambos acabaram presos pela operação lava jato na última quarta-feira (25). A anotação no pedido da PGR está descrita para manter Esteves e o assessor presos por tempo indeterminado, o que acabou sendo aceito pelo ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal, neste domingo.
Essa anotação faz parte de um roteiro de Delcídio para soltar Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, também preso na Lava-Jato.
“Em troca de uma emenda à medida provisória nº 608, o BTG Pactual, proprietário da massa falida do banco Bamerindus, o qual estava interessado em utilizar os créditos fiscais de tal massa, pagou ao deputado federal Eduardo Cunha a quantia de 45 milhões de reais”, é o que diz o texto.
“Esse valor também possuía como destinatário outros parlamentares do PMDB”, continua a descrição do texto.
Essa MP, aprovada no Congresso ano de 2013, trata de operações bancárias. E um de seus artigos pode ter beneficiado o BTG Pactual.
Cunha declarou “absurdo” a anotação ligando seu nome ao recebimento de dinheiro do BTG Pactual para alterar uma medida provisória de interesse do banco. “Parece armação”, afirmou o deputado.
Muito crítico da operação Lava-Jato, Cunha teve suas contas na Suíça abastecidas com dinheiro da Petrobras reveladas pela investigação. O deputado rejeita a afirmação de que teria recebido recursos ilícitos. O processo poderá terminar com a cassação do mandato do deputado.