Pesquisas avançam, mas cura ou tratamento para o Alzheimer está distante, avalia médico
As pesquisas relacionadas ao Alzheimer tiveram importantes avanços nos últimos anos. Cientistas de todo o mundo se debruçam em entender o que causa a doença e como ela evolui. Diferentes linhas de pesquisa, focados em vários sintomas dos pacientes, mostraram que estudar a origem do problema antes do agravamento pode trazer perspectivas para a cura em um futuro.
Conforme o neurocirurgião, Adroaldo Mallmann, o Alzheimer é uma doença degenerativa que, em estágio inicial traz sintomas como dificuldades para falar e para cumprir tarefas simples do dia a dia, além de afetar a coordenação dos movimentos, e também gera agitação e insônia. Já em estágio mais avançado ele acarreta deficiência motora, e dificuldades para engolir, falar e se movimentar – muitas vezes o paciente não consegue nem mesmo sair da cama.
Inúmeros estudos vem ocorrendo há mais de três décadas, porém poucos avanços aconteceram para se chegar a um medicamento que possa controlar a doença. Mallmann explica que um estudo mais antigo revelou que placas de gordura, chamadas amiloides, poderiam ser a causa do Alzheimer. Elas prejudicam a passagem dos impulsos nervosos entre um neurônio e outro. No entanto, a descoberta já não é suficiente, pois autópsias mostraram que mesmo com a presença dessas placas no cérebro, pessoas viveram a vida toda sem sintomas da doença.
De acordo com o neurocirurgião, os estudiosos estão debruçados agora para entender a ação da proteína Tau no cérebro de pessoas com Alzheimer. Ela forma emaranhados dentro dos neurônios. E a grande maioria das pessoas que têm esses emaranhados apresenta sintomas de Alzheimer. Desse modo, o médico explica que as pesquisas buscam entender a relação da Tau com a doença e maneiras para evitar que essa proteína haja no cérebro. A partir daí, a busca será por um medicamento que possa diminuir os efeitos do Alzheimer ou evitar a ação da doença.
Mallmann reitera que, apesar dos estudos e avanços da ciência, a cura ou medicamento que trate o Alzheimer ainda é algo bem distante, por isso, é fundamental tratar o assunto com muita responsabilidade.