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Saúde

Pesquisador da UPF apresenta estudo para aplicação de vacina sem agulha

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Pesquisador da UPF apresenta estudo para aplicação de vacina sem agulha a imagem mostra o estudo
Pesquisador da UPF apresenta estudo para aplicação de vacina sem agulha

Um pesquisador da Universidade de Passo Fundo (UPF), em parceria com pesquisadores de uma universidade do Canadá estão apresentando um estudo para aplicação de vacina sem agulha.

A pesquisa, intitulada “Prova de conceito de uma vacina de micropartícula administrada pela via oral sem agulha capaz de prevenir a colonização natural” tem o objetivo de tornar o processo de imunização mais seguro.

Conforme o professor dos cursos de Medicina Veterinária e Medicina da UPF, Dr. Rafael Frandoloso, a pesquisa vem sendo desenvolvida a alguns anos, buscando entregar uma nova fórmula de vacinação.

 Vacina com agulha

De acordo com Frandoloso, dados da Organização Municipal da Saúde (OMS) apontam que por ano, aproximadamente um milhão de pessoas morrem no planeta em função de doenças contraídas por agulha.

O pesquisador destaca que no Brasil e em países desenvolvidos a vacinação é feita com agulha descartáveis e esterilizadas, mas em países pobres a realidade é muito diferente. Em muitos locais as pessoas são imunizadas com a mesma agulha e isso pode transmitir doenças de uma para outra.

Além disso, cerca de 20% das pessoas não se vacinam por ter medo de agulhas.

Nova vacina

A nova fórmula de vacinação visa imunizar contra doença de Glässer e outras infecto contagiosas e alguns testes estão sendo feitos em suínos. A aplicação é feita através da derme, a camada mais interna da pele. O local é estratégico para entregar antígenos. Outra possibilidade seria pela boca, na parte interna da bochecha.

O dispositivo de aplicação seria através de um sistema de pressão e indolor. O líquido é injetado contra a mucosa que absorve a imunização.

Futuro

Conforme o pesquisador a vacinação se tornará mais barata quando o método se tornar popular. Isso ocorre porque uma quantidade menor de imunizante precisará ser injetado, trazendo uma economia considerável.