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Cidade

Pesquisa em cemitérios de Passo Fundo deve avaliar problemáticas ao meio ambiente e à saúde pública

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A contaminação microbiológica e de metais pesados no solo, ocasionadas por cemitérios urbanos, foi tema do Uirapuru Ecologia de sábado (12). Na visão de pesquisadores ambientais, esse é o problema mais grave no mundo.

O professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arquitetura e Urbanismo da IMED, Dr. Alcindo Neckel explicou que na idade média os cemitérios ficavam a 15 quilômetros de distância das cidades. Ao longo dos anos as cidades foram se expandindo e chegaram até os cemitérios. Segundo ele, estudos realizados pela IMED em cemitérios de Marau e Carazinho, constataram uma alta incidência de metais pesados, como ferro, manganês, zinco e cobre, e das bactérias cadaverina e putrescina, que podem contaminar até mesmo as pessoas.

Por meio de questionário, foi constatado que moradores vizinhos de cemitérios apresentavam tosse, febre e náuseas, sintomas associados a contaminações. As pesquisas nesta área são realizadas desde 2009. A intenção é identificar os problemas e sugerir políticas públicas para resolver a problemática. O professor explicou que a cada 70 quilos um indivíduo libera 30 litros de necrochorume que vão parar nos lençóis freáticos, contaminando água e solo. Frisou que a maioria dos cemitérios de Passo Fundo tem pelo menos 45 mil mortos. Por isso, a partir deste ano a faculdade vai iniciar uma pesquisa em todos os cemitérios da cidade. Ela deve durar três anos e conta com verba federal.

Conforme o professor, será feita coleta dentro dos cemitérios e 500 metros distantes deles. Uma resolução do Conama de 31 de dezembro 2010 estabelece que todos os cemitérios brasileiros devem ser licenciados, mas, segundo o Dr. Neckel pouco foi feito até o momento.