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Agricultura

Período sem chuva até a próxima semana acende alerta nas lavouras da região

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Alto Paraíso (GO) - Plantação de soja em área do município de Alto Paraíso (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A meteorologia projeta uma sequência de dias sem chuva em Passo Fundo e região, ao menos até o dia 29 de janeiro. Com isso, os produtores rurais já começam a demonstrar preocupação com o possível impacto nas lavouras de soja, que atualmente atravessam um bom momento em função das chuvas registradas no início deste mês. Para entender como a ausência de precipitações até a próxima semana pode afetar as lavouras, a Uirapuru conversou com o engenheiro agrônomo e supervisor microrregional da Emater, Oriberto Adami.

Segundo Adami, caso a previsão se confirme, o cenário pode trazer impactos negativos à produtividade, especialmente da soja, principal cultura da região. Ele explicou que grande parte das lavouras está entrando na fase de floração, enquanto outras ainda seguem em desenvolvimento vegetativo. Esse estágio é considerado sensível à falta de umidade no solo, principalmente quando combinado com temperaturas mais elevadas, comuns neste período do ano.

O engenheiro agrônomo destacou que, até o momento, as condições são consideradas positivas. As chuvas registradas recentemente, mesmo de forma irregular, atingiram toda a região e garantiram um bom potencial produtivo às lavouras. No entanto, Adami reforça que um período prolongado sem chuva, justamente nesta fase do ciclo da soja, pode comprometer a formação de vagens e o enchimento de grãos, etapas decisivas para a definição da produtividade final.

Sobre os cuidados no campo, Adami ressaltou que, embora a pressão da ferrugem esteja menor neste ano, os tratamentos seguem sendo realizados de forma preventiva. Essas ações contribuem para manter a sanidade das lavouras neste momento considerado delicado do ciclo da cultura.

Adami destacou também que a área plantada na região se mantém estável. Houve um leve aumento na área de milho, passando de aproximadamente 70 mil para 74 mil hectares, enquanto a soja segue ocupando cerca de 650 mil hectares. Segundo ele, não há abertura de novas áreas, apenas pequenas variações dentro de um cenário já consolidado.