Perícia em apartamento do Edifício Gralha não evitará demolição do prédio, diz secretário
Ontem (23), uma perícia foi realizada no Edifício Gralha, que está interditado há anos devido a problemas estruturais.
O secretário municipal de Cidadania e Assistência Social, Saul Spinelli, acompanhou a perícia e divulgou informações para a comunidade através da Rádio Uirapuru.
De acordo com ele, essa perícia não mudará a sentença de 146 páginas, divulgada no final do ano passado, que deu ganho de causa aos moradores e condenou o Governo do Estado a pagar não só a indenização do apartamento, mas também danos morais e aluguéis desde 2016. Conforme Spinelli, dos 16 apartamentos do Edifício Gralha, dois tinham seguro. Diante disso, moradores destes apartamentos solicitaram que o contrato fosse cumprido e o apartamento pago, uma vez que o prédio foi condenado e, agora, há uma decisão do juiz federal pela demolição da estrutura.
Segundo o secretário, a perícia foi realizada para avaliar a situação do imóvel e descartar qualquer possibilidade de pagamento do seguro. Spinelli ressalta que, caso a justiça fosse ágil, essa situação já estaria resolvida, mas não foi o que aconteceu.
Enquanto isso, o edifício foi saqueado, teve janelas, portas, fiação e até mesmo vasos sanitários roubados, estando no meio de um matagal. Já os moradores estão em casas alugadas ou emprestadas, muitos deles doentes e deprimidos, segundo Spinelli. O secretário conta ainda que a maioria dos moradores já está na terceira idade e esperando que, mesmo depois da sentença, das considerações do Estado e de uma possível segunda instância, a situação seja resolvida.
Spinelli contou que está em discussão com o secretário estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Mateus Wesp, para que possam se reunir com a Procuradoria do Estado e fazer um acordo que viabilize o pagamento imediato de algum recurso para os moradores sem esperar outras instâncias.
Caso o Estado pague tudo o que foi condenado, Spinelli declara que serão mais de R$ 4 milhões. Fazendo acordo, não será pago todo esse valor, mas o Estado terá que deixar um valor para os moradores comprarem imóvel e voltarem a dignidade de ter uma moradia correta.