Perícia constata que esgoto do Presídio Regional está correndo para a rua e obras podem começar só em 2020
Esta semana o perito Luiz Henrique Zimermann esteve no bairro São Luiz Gonzaga para realizar perícia complementar solicitada pelo Judiciário.
Na Uirapuru, o perito afirmou que o esgoto descartado em terreno baldio, sem nenhum tipo de tratamento, é do Presídio Regional. Ele vistoriou 24 casas e apenas uma delas tinha ligação na rede de águas pluviais da Corsan, as demais residências têm fossas sépticas.
Zimermann entregou laudo ao Judiciário, que tem a responsabilidade de decidir sobre a indenização solicitada pelos moradores. As ações foram movidas em 2017, contra o Estado, Corsan e Município. De acordo com o advogado Adivan Zanchet, que defende os moradores, o esgoto descartado a céu aberto, além de ser crime ambiental, fere a Constituição no que diz respeito a Dignidade Humana.
Falando a Uirapuru, o delegado penitenciário regional da Susepe, Alexo Wallau, informou que não teve acesso ao laudo, porém lembrou que existe um projeto de reforma do presídio no valor de R$ 6 milhões, que prevê, além da ampliação, uma rede de coleta e tratamento de esgoto. Ainda segundo o delegado, o projeto está no Departamento Penitenciário (DEPEN) e quando retornar ao Estado será encaminhado à licitação.
O delegado acredita que as obras podem começar na metade do ano que vem. Atualmente, o Presídio Regional abriga 850 detentos, sendo que a capacidade é de 307.