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Política

PEC que dificulta mudança no Hino garante discussão sobre o tema com toda sociedade gaúcha, ressalta Rodrigo Lorenzoni

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A Assembleia Legislativa aprovou duas propostas que têm o mesmo objetivo: dificultar eventuais mudanças no Hino Rio-grandense. Atualmente, não tramitam no Legislativo projetos para alterar o hino e demais símbolos do Estado.

A primeira matéria aprovada foi uma proposta, de autoria do deputado Rodrigo Lorenzoni (PL) e mais 19 parlamentares, que inclui a defesa dos símbolos oficiais na Constituição gaúcha. Foram 38 votos favoráveis e 13 contrários na votação em primeiro turno — o texto precisará ser votado novamente, em segundo turno, por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC).

A segunda proposta aprovada também dificulta mudanças no hino, ao prever que qualquer tentativa de alteração nos símbolos oficiais precisa passar, primeiro, por um referendo. O projeto, aprovado com 39 votos favoráveis e 13 contrários, é de autoria do deputado Luiz Marenco (PDT).

Em ambos os casos, as propostas foram aprovadas com apoio de PDT, PL, Republicanos, MDB, PP, entre outros partidos. Os contrários, nos dois casos, foram parlamentares do PT, PCdoB e PSOL. A polêmica se instaurou depois de alguns parlamentares relatarem que a estrofe do hino gaúcho “povo que não tem virtude, acaba por ser escravo” seria de cunho racista e defendiam uma mudança na letra.

De acordo com o deputado estadual Rodrigo Lorenzoni (PL), em entrevista na Uirapuru, a PEC de sua autoria, aprovada nesta terça-feira não cerceia o debate e a discussão sobre o hino e outros símbolos do estado, apenas prevê que, qualquer alteração, precisa passar pela Assembleia e por um referendo. Desse modo, o poder de decisão sobre isso seria da população gaúcha.

Lorenzoni disse que respeita a colocação dos deputados que questionam a estrofe, mas no seu entendimento, não há racismo no hino rio-grandense, pelo contexto em que ele foi escrito. A música foi composta num período da história em que o povo gaúcho se rebelava contra o império em busca de liberdade, não tendo relação com a cor da pele. O deputado reconhece que tivemos um período obscuro da história com a escravidão e que casos de racismo acontecem diariamente, algo que ele abomina, porém em relação ao hino, ele não vê isso.