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Política

Pazuello admite substituição assim que Bolsonaro escolher nome para a Saúde

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante cerimônia para sanção dos projetos de lei que ampliam a aquisição de vacinas pelo Governo Federal.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta segunda-feira à tarde, que segue à frente do Ministério da Saúde, mas admite que o presidente  Bolsonaro está conversando com algumas pessoas e que no momento certo pode anunciar sua substituição.

O ministro fez um balanço da atuação à frente da Saíude no combate à pandemia de covid-19.

De acordo com Pazuello, o governo federal já viabilizou a compra de vacinas de 10 fornecedores diferentes, que somam 562 milhões de doses até o final de 2021. Pazuello frisou, entretanto, que há chances de que nem todos os laboratórios cumpram os prazos estabelecidos. Deste total, 100 milhões de doses devem ser da vacina da Pfizer e 38 milhões, da Janssen. Também afirmou que a contratação da União Química [fabricante da vacina russa Sputnik V.

O balanço apresentado por Pazuello ocorre um dia depois de Bolsonaro se reunir com possíveis cotados, como a cardiologista Ludhmila Hajjar, do Incor e da rede de hospitais Vila Nova Star. A conversa de domingo à tarde durou mais de três horas, mas a médica anunciou ter recusado o convite. Ludhimila é defensora da vacinação em massa e do isolamento social, o que contraria o pensamento do presidente.

Outros nomes são cotados para o cargo: o do deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), médico e ex-secretário de saúde do Rio de Janeiro, e Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Bolsonaro se reuniu na tarde de segunda com Queiroga.