Skip to content

Política

Paulo Maluf deixa hospital para cumprir prisão domiciliar

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O deputado federal afastado Paulo Maluf (PP-SP) deixou o hospital Home, em Brasília, nesta sexta-feira (30). Segundo laudo médico, o quadro de saúde dele é “estável” e, por isso, será transportado para São Paulo em uma UTI aérea – um jatinho adaptado e com equipe médica. Maluf estava internado desde quarta-feira (28) após sentir “fortes dores” na coluna lombar. Apesar da transferência, o hospital recomenda que ele dê continuidade ao tratamento e faça novos exames na capital paulista.

 

O parlamentar estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, desde 22 de dezembro do ano passado. Após a internação, o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou o político a cumprir prisão domiciliar. No despacho da decisão, o ministro Dias Toffoli afirma que documentos apresentados pela defesa de Maluf demonstram que o deputado, aos 86 anos, “passa por graves problemas relacionados à sua saúde no cárcere, em face de inúmeras e graves patologias que o afligem.

 

Ele foi condenado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, a uma pena de sete anos e nove meses de prisão por lavagem de dinheiro no período em que foi prefeito de São Paulo – entre 1993 e 1996. Questionada sobre a possibilidade de utilizar a tornozeleira eletrônica para monitorar a prisão domiciliar de Maluf, a Secretaria de Segurança do Distrito Federal informou que essa decisão cabe ao próprio STF. No habeas corpus, o dispositivo não é mencionado.

 

Saúde debilitada

 

Segundo o Hospital Ortopédico e Medicina Especializada, onde Maluf foi internado, uma ressonância feita na quarta-feira identificou a compressão de nervos na coluna vertebral. Por conta disso, o deputado recebeu analgésicos “potentes”, anti-inflamatórios e opióides. Ele também foi submetido a uma infiltração com corticoide na base da coluna.

 

Na madrugada de quinta-feira (29), Maluf “apresentou leve desconforto respiratório” e precisou de oxigênio suplementar, segundo boletim divulgado pelo hospital. No mesmo dia, ele passou por uma punção na coluna e outros exames de controle.

 

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, chegou a dizer que o quadro de saúde do parlamentar era “grave, com constante e diário comprometimento, inclusive com permanente risco de óbito”. De acordo com a defesa, Maluf tem problemas cardíacos e ortopédicos, além de câncer de próstata e diabetes.

 

Pedidos negados

 

Em 9 de março, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Jorge Mussi negou um pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Maluf. Ao negar a solicitação, Mussi afirmou que, até então, as informações da Vara de Execuções Penais do DF davam conta de que o parlamentar tinha recebido “assistência médica adequada” na prisão.

 

Antes disso, outras solicitações semelhantes haviam sido rejeitadas pela Justiça, como a do Tribunal de Justiça do DF, que negou um pedido de liberdade em janeiro. Na ocasião, a defesa argumentou que o sistema penitenciário “desumano e despreparado” não tinha condições de dar segurança a Maluf.

 

*O Sul