Skip to content

Política

Patussi questiona a retirada de vigilantes das escolas municipais

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

A decisão administrativa da Prefeitura de Passo Fundo que determinou a retirada do serviço de vigilância de algumas escolas do município fez o vereador Marcio Patussi (PDT) questionar o Executivo quanto à utilização de verbas públicas. O parlamentar contestou a destinação do erário para o Programa Passo Fundo Vai de Bici enquanto setores prioritários da cidade carecem de investimentos.

 

Na tribuna do parlamento, Patussi informou que foi procurado pela direção da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Fadinha, localizada no bairro Donária, e comunicado que o serviço de vigilância da escola seria retirado até o próximo sábado (08). Conforme a diretora da Emei, Joane Ferreira da Silva, pais e professores estão unidos para que o serviço seja mantido, uma vez que a vigilância da escola é imprescindível para o funcionamento da instituição.

 

“Vim preparado para dar uma sugestão ao Executivo, que trata sobre a utilização da verba do Projeto Passo Fundo Vai de Bici e fui surpreendido por essa decisão da prefeitura de retirar os vigilantes de algumas escolas. Não dá pra entender como que a pasta da educação, com o maior orçamento do Executivo, com 35%, não suporta ter vigilantes nas escolas municipais”, apontou o vereador. Para Patussi, o Executivo peca nas decisões administrativas que contemplam setores que não são prioritários. “A partir do momento em que a Secretaria de Educação escolhe tirar os vigilantes das escolas do município, elemento importante para a segurança pública, o Executivo faz mais uma opção administrativa. Ao mesmo tempo em que escolhe pagar R$ 400 mil reais por ano para ter bicicletas”, disse.

 

“Utilize o recurso do Programa Passo Fundo Vai de Bici, que em quatro anos somam aproximadamente R$ 1 milhão e meio, para a aquisição do sistema de videomonitoramento, efetivado e discutido por várias entidades da cidade”, sugeriu o vereador. “Eu não sou prefeito, sou vereador, o que nos cabe aqui é fazer indicação, fazer proposição, articulação para que as coisas de fato funcionem. Dessa forma, é meu dever questionar essa utilização de verba. Eu não colocaria R$ 400 mil reais por ano em bicicletas e deixaria as escolas desassistidas, sem segurança”, apontou Patussi.

 

Para o vereador, a utilização do recurso orçamentário deve ser reavaliada pelo Executivo e orientada pelas demandas fundamentais dos setores prioritários para o desenvolvimento da cidade. “Vamos melhorar setores que são essenciais para nossa sociedade, setores que são elementares para o nosso dia a dia”.