Passo Fundo tem queda de 40% no número de homicídios
O número de homicídios reduziu em 40% neste ano, se comparado ao mesmo período de 2017. São 11 registros a menos que no ano anterior. De janeiro até o início desta semana ocorreram 18 homicídios com 19 mortes – duas pessoas morreram na mesma ação. Já em 2017, até o dia 20 de setembro, foram 29 crimes.
Para a delegada titular, Daniela de Oliveira Mineto, a queda dos índices é significativa e resultado do trabalho especializado que a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) oferece. “Essa queda está ligada a pronta resposta que apresentamos, com maior número de elucidação dos fatos. Na maioria dos casos encontramos os autores, que são penalizados pelo delito cometido. Isso coíbe as pessoas de praticar essas ações”, comentou.
Ainda segundo a delegada, a atividade preventiva é outro grande fator: “A maior presença ostensiva nas ruas da cidade, contribui significativamente para a redução. É um trabalho integrado da segurança, que apresenta resultados muito positivos”, afirmou.
Investigações
Dos 18 fatos ocorridos até ontem (18), apenas dois ainda não foram esclarecidos. É um percentual de 89% de elucidação. O mais recente é o crime que vitimou um adolescente de 16 anos, na madrugada do último dia 02. O fato foi registrado na ERS 324, Perimetral Sul, próximo ao acesso do bairro Santa Marta.
A equipe de investigação realiza diligências sobre o homicídio que vitimou Eduardo Alexandre Doebber de Ramos, mas esbarra em algumas dificuldades, já que as únicas testemunhas são o pai e pelo tio da vítima. Também não há câmeras de monitoramento que tenham flagrado a ação.
O outro crime ainda não elucidado ocorreu no dia 17 de junho, na pedreira da Vila Luíza. O corpo de Elias Worn, 37 anos, foi encontrado sobre pedras, por populares, em uma área que só se tem acesso a pé. Ao lado do corpo havia garrafas de bebida. Na época a informação que chegou à polícia, é de que o homem tinha problemas com drogas e havia saído de uma clínica recentemente.
Conforme a delegada, esse caso é tratado como homicídio, com base em um laudo pericial que apontou lesões no peito, provavelmente causadas por fortes pancadas. “Mas ele informou os familiares que, se desaparecesse, era para procurarem na pedreira, o que nos deixa em dúvida”, comenta.
Presídio
Somente este ano, dois homicídios ocorreram dentro da casa prisional. Um deles, inclusive, foi tratado como suicídio no primeiro momento. Após questionamentos dos familiares Douglas Lima de Almeida, de 25 anos, se apurou que o detento havia sido morto por colegas de cela, que montaram a cena para parecer que a vítima teria se matado.
Já o segundo assassinato, teve envolvimento de oito pessoas: sete mulheres e um homem. Os dois tiveram a autoria apurada pelas equipes da DHPP. O chefe de investigações, Volmar Menegon, ressaltou, inclusive, que independente do local onde o crime ocorre, a polícia trabalha com empenho para elucidar os fatos.