Passo Fundo é um dos poucos municípios de médio porte no RS que não implantou a bilhetagem nos ônibus
Paralisada desde que o ex-prefeito Airton Dipp anulou o decreto que regulamentava sua implantação no município, a bilhetagem eletrônica, tecnologia distante dos usuários passo-fundenses, é uma realidade que mudou para melhor o transporte coletivo de passageiros em muitas cidades.
A Uirapuru entrevistou o presidente da Federação das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio Grande do Sul (FETERGS), Victorino Saccol, que também é sócio diretor da Expresso Medianeira de Santa Maria, onde esse sistema está implantado e dando resultados.
Ele comenta que o processo de implantação de bilhetagem eletrônica leva, em média, 1 ano para ser completamente realizado. Diz que Passo Fundo é uma das únicas cidades de porte médio e grande do Rio Grande do Sul que ainda não dispõem desse sistema, citando que municípios menores, inclusive, já conseguiram aderir a essa tecnologia.
Saccol acrescenta que em Santa Maria, que possui seis empresas prestadoras do serviço, o poder público regulamentou, por decreto, a instalação da bilhetagem, estabelecendo as regras e determinando a formação de um consórcio entre as empresas. Para ele, esse modelo poderia ser utilizado em Passo Fundo.
Além das vantagens como passagem integrada, controle na venda de cartões, segurança para trabalhadores, Saccol diz que perceberam redução nas fraudes proporcionado pelo comércio ilegal dos vales e pela falsificação de carteiras estudantis. Além disso, os empregos foram mantidos, o poder público aumentou o controle sobre as empresas e os passageiros foram beneficiados com um serviço mais qualificado.