Passo Fundo conta com medidas para evitar a fome em sua população
No início de janeiro, o governo federal apresentou a volta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Pelas contas atuais da ONU, 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil, um total de 6 em cada 10 brasileiros. Diante dos números apresentados, a Rádio Uirapuru conversou com a secretária adjunta da Semcas, Elenir Chapuis.
Ela explicou que a insegurança alimentar ocorre quando uma pessoa tem defasagem em relação ao acesso a alimentos, ficando sem o suficiente para atender as suas necessidades. Em Passo Fundo, a Semcas está atenta na situação alimentar, sendo que através dos quatro CRAS, de programas e serviços, avaliação e monitoramento, entende que a realidade brasileira não tenha reflexo no município.
Conforme Chapuis, em algumas regiões, como o Nordeste, existe um quadro grave de insegurança alimentar, quase o oposto do que se registra na região Sul. Elenir esclareceu que a insegurança alimentar pode estar em três níveis, leve, moderada ou grave e se refere a outros fatores, como a queda na qualidade dos alimentos consumidos. Fatores como desemprego, que ocasiona a provável falta de comida em algum momento, ou a inexistência de renda fixa, configuram também a insegurança alimentar. Outra situação é a restrição na quantia de alimento ainda é incluída como insegurança. Já a fome é a situação grave, na qual a pessoa não tem o que comer para sobreviver.
Em Passo Fundo, Elenir Chapuis informa que existe uma preocupação, mas a Semcas busca monitorar com o cadastro único, facilitando com que os mais carentes tenham acesso a programas como o Bolsa Família. Há, na prefeitura, atenção para que as iniciativas de saúde, educação e criação de empregos trabalhem juntas com a distribuição de renda, facilitando o acesso aos alimentos.