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Cidade

Passo-fundeses apontam leis mais duras como solução contra crescente tráfico de drogas

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Após a prisão de dois brasileiros e a execução de um deles, Marco Acher, por tráfico de drogas na Indonésia, a discussão sobre os casos tem sido grande.  Enquanto Rodrigo Gularte, aguarda a data de sua execução, ainda não marcada, a questão que se debate é a seguinte: Seria muito rígida a pena aplicada naquele país, ou é no Brasil que as leis são muito lenientes para este tipo de crime?   Esse foi o tema do Sem Segredo, de sábado.

 

Enquanto em terras brasileiras, muitas vezes os traficantes nem ficam presos e quando ficam só oneram os cofres públicos e milhões são gastos com a recuperação de drogados, na Indonésia até mesmo usuários são presos.  No estúdio da Rádio Uirapuru estiveram falando sobre o polêmico assunto, o historiador Ney Dávila e o bacharel em Direito, Flávio Ramos.  Para o historiador a pena executada na Indonésia não resolve o problema do tráfico. 

 

Quem é cristão não pode se colocar a favor da barbárie e da morte.  Deve se pensar em alternativas, como prisão perpétua e colônias prisionais em que os presos trabalhem para pagar suas penas, diminuindo os gastos da União.

 

Já Flávio Ramos, que como bacharel em direto e policial federal, acompanha a realidade do tráfico no País, afirma que apena de morte, hoje, não é a solução.  Em sua opinião só as minorias acabariam sendo punidas de fato.  Para ele o Brasil não é um país de exemplos.  Pois onde os governantes são corruptos e não demonstram respeito pelos cidadãos fica difícil exigir rigor da população. 

 

Frisa que as drogas existem, e sempre existirão.  É um problema histórico e por isso a solução não é mudança de leis ou punições pesadas.  Não será isso que irá reduzir o custo do tráfico.  Mas sim honestidade, respeito e acima de tudo educação.

 

Os ouvintes em sua grande maioria são a favor da pena de morte ou de legislação mais dura no que se refere ao crime do tráfico. Revelando, inclusive, que governos corruptos já praticam a pena de morte institucionalizada, quando desviam verbas da Saúde e da Educação.  Para eles o Governo Federal deve investir mais nos cidadãos de bem e não gastar com traficantes.

 

Para quem se manifestou contra a situação na Indonésia, é necessário haver clemência, não só com as vítimas do tráfico, mas também para aqueles que escolhem um caminho errado.

 

No Brasil a pena por tráfico internacional de drogas começa com 5 anos, podendo chegar a 15 anos de detenção.