Passo-fundenses consideram as manifestações populares um instrumento democrático
Muitos protestos tem marcado o cenário do Estado nos últimos dias. Foram mobilizações contra aumento da passagem de ônibus na capital, pedindo segurança aos taxistas e em Passo Fundo, cobrando do poder público áreas para construção de moradias e pela não unificação de turnos em uma escola do interior. No caso específico do preço da tarifa em Porto Alegre e da escola, os protestos surtiram efeito e as autoridades voltaram atrás em suas posições.
Mesmo assim, muitas pessoas acabam sendo prejudicadas pelas manifestações, tendo seu direito de ir e vir impedido. Enquanto muitos outros pensam que as atividades são formas da comunidade mostrar a sua voz e a sua força. No Sem Segredo do último sábado esse foi o tema. Participaram do programa o presidente da OAB/Passo Fundo, Alexandre Ghelen e o integrante da Comissão de Direitos Humanos Israel Kuiava.
Para Ghelen a chance de se manifestar é um direito, reconhecido e deve ser respeitado, desde que de forma ordeira, para que não ultrapasse os limites.
Essa foi também a opinião da maioria dos ouvintes, que participaram ativamente do programa. Para eles o povo precisa ter a oportunidade de divulgar suas opiniões e de fazer com que suas reivindicações sejam atendidas e respeitadas. Conforme os ouvintes, muitas vezes essa é a única maneira de serem ouvidos.
Tudo isso claro, se realizado de forma ordeira e pacífica. Sobre o assunto, o professor Kuiava fez questão de ressaltar que é necessário avaliar cada caso de forma específica, sempre lembrando que cada movimento ou ato, carrega uma bagagem social, como é o caso da habitação, o mais lembrado pelos participantes.
Os ouvintes que demonstraram ser contra a alguns tipos de manifestações, registram que em muitos momentos elas são orquestradas por políticos e assumem fins eleitoreiros.