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Polêmica

Passo-fundenses afirmam: família deve estar preparada antes da escola para discutir identidade de gênero

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Neste sábado (18) o tema discutido no Sem Segredo, na Uirapuru, trouxe a polêmica sobre a identidade de gêneros para o debate.  As acaloradas discussões na Câmara Municipal de Vereadores, sobre a inclusão do item no Plano Municipal de Educação, a exemplo do que ocorre em todo País, ocorrem também em Passo Fundo.  Será que a escola deve influir neste assunto, ou ele deve permanecer o âmbito familiar? 

 

 

No estúdio estiveram presentes a presidente do DCE da UPF, Larissa Ghelen Pedro e o pastor João Campos.  A maioria dos ouvintes se colocou contra a introdução do assunto na Rede de Ensino.  Para os passo-fundenses a questão é íntima e delicada e deve ser trabalhada entre pais e filhos. 

 

Eles ainda ressaltaram que os professores não estão preparados para o tema, como também não estão de forma geral, para debater sexualidade.  Sem contar que, para os ouvintes, existem itens mais importantes que deveriam ser debatidos no Plano Municipal de Educação.

 

 

 

Diversos educadores participaram do programa e para eles o tema deve, sim, ser discutido.  Segundo frisam, nas casas até mesmo as conversas sobre sexo são evitadas, como tabus.  Por isso a escola pode ser um bom ambiente, saudável, para que o assunto seja compreendido de forma adequada.

 

 

 

A presidente do DCE da UPF, Larissa Ghelen, ressaltou que a escola nunca terá a prerrogativa de definir se um jovem é ou não homossexual, ou mesmo sua identidade de gênero.  A ideia é apenas debater o assunto, de forma didática e dar a todos condições de igualdade. Além disso, ela aborda que tratar do tema irá, certamente, reduzir a evasão escolar. 

 

Ela também cita que a família, somente, não tem dado conta de auxiliar os jovens e que essa é uma discussão histórica, que tem que acompanhar as mudanças da sociedade atual.  Lembrando que os LGBT já estão no sistema de ensino e têm que se sentir acolhidos na escola, para isso os professores têm que estar preparados.

 

 

Já o pastor João Campos ressaltou que a importância do respeito é fundamental, na escola e nas ruas, ninguém deve sofrer pela orientação sexual que adota.  No entanto, ele não acha que o assunto deve ser tratado dentro das escolas.  Ressaltando que a inclusão da identidade de gênero abre precedentes para que outros temas sejam incluídos. Frisando que a mídia já tem tratado de forma equivocada a matéria e que o mesmo poderá ocorrer nas escolas.

 

 

Encerrando, muitos ouvintes apontaram como solução, ao invés de incluir o tema nas escolas, preparar as famílias para tratar de sexualidade, com seus filhos.  Para eles os governos deveriam investir em campanhas educativas nesse sentido.