Passo-fundense conta como é a rotina do torcedor na Copa do Catar
Acompanhar um jogo de Copa do Mundo é sonho para boa parte da população. Agora, passar 30 dias vivendo o Mundial, com até 15 partidas no “currículo” é a realidade de Grégori Colombo. O passo-fundense repete o Brasil 2014 e a Rússia 2018, quando também fez da Copa do Mundo as suas férias.
Entretanto, de imediato há diferença para a torcida. Isto porque, ao contrário de Brasil e Rússia, países com longas distâncias entre as cidades-sedes dos jogos, o Catar reuniu os oito estádios em um raio de apenas 40km, na região metropolitana de Doha. “Todos os torcedores que vieram para a Copa estão no mesmo lugar. Sempre há contato com gente do mundo inteiro, seja em hotéis, mercado, estádios, fan fest ou mesmo na rua” conta.
O planejamento de Grégori começou ainda na venda de ingressos. O bancário garantiu entradas para 15 jogos, incluindo semifinal e final. A seguir, embora tenha tentado, não conseguiu viabilizar parcerias com amigos. Então, em “voo solo” encara situações como US$ 42 de diária na hospedagem, que é feita em prédios construídos especialmente para receber os torcedores no Mundial. É a maneira mais acessível de hospedagem, diga-se.
Ainda sobre valores, os produtos em mercados têm preços semelhantes aos praticados no Brasil. “Mas itens que consumimos nas fan fest e estádios, como hambúrguer ou cachorro-quente, são caros. O hambúrguer custa R$ 55, um cachorro-quente R$ 35 e o copo de cerveja, à venda apenas na fan fest, é R$ 73” enumera. Já bares em hotéis praticam a venda do copo de cerveja a R$ 60.

Jogos em todos os estádios
O roteiro de Grégori soma 12 jogos na fase classificatória e outros três em fases eliminatórias, incluindo semifinal e final. Com isso, estará presente nos oito estádios utilizados na Copa. “Como está tudo no mesmo local, fica mais fácil viabilizar esse tour. No Brasil e na Rússia, era impossível” garante.
Sobre o transporte, apenas dois estádios não contam com metrô – mas todos têm linhas de ônibus. O transporte coletivo é gratuito. “Devido à quantidade de pessoas, a organização colocou cercados para evitar tumultos. Isso fechou alguns caminhos e a gente anda até 20km por dia”. Mesmo com as sedes próximas, a logística montada não conta com a possibilidade do transporte direto de um estádio a outro.
30 dias
No total, Grégori Colombo ficará 30 dias no Catar – de 20 de novembro a 20 de dezembro. Para dar visibilidade ao dia a dia dos torcedores, o passo-fundense criou um perfil no Instagram (@mutenacopa) onde mostra como tem sido viver a Copa do Mundo.