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Política

Parlamentarismo pode ser solução para o Brasil, mas mudança cultural é essencial afirma historiador

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O Brasil vive uma crise política e moral, corrupção e escândalos se tornaram parte do dia-a-dia. Por isso, muitos têm falado na tão sonhada “reforma política” e outros tantos apontam como solução a mudança de regime, do presidencialismo para o parlamentarismo. Mas será que em um governo parlamentar a presidente Dilma Rouseff já teria perdido seu cargo? E será que mudanças, realmente, aconteceriam?

 

Para esclarecer essas dúvidas, o jornalista e historiador Maurício Paim, falou aos ouvintes da Uirapuru. Ele lembrou que em 1993 houve um plebiscito que perguntou aos brasileiros qual o regime o País deveria adotar e a ampla maioria decidiu por manter o presidencialismo. No entanto, hoje, conforme o historiador, talvez o resultado fosse outro.

 

De forma teórica, para Maurício Paim, o parlamentarismo pode ser o melhor caminho, mas a atual cultura política precisa mudar, pois se isso não ocorrer a troca de cargos e favores irá continuar.

 

No sistema parlamentarista o chefe de governo não é eleito pelo povo; e o governo responde politicamente perante o parlamento, o que significa que o parlamento pode forçar a demissão do governo através da aprovação de moção de censura ou da rejeição de moção de confiança.

 

Tendo como vantagens a sua flexibilidade e capacidade de reação à opinião pública: este tipo de sistema prevê que os escândalos políticos possam ser solucionados com voto de censura e a correspondente queda do governo e, até mesmo, dissolução do parlamento, seguida de novas eleições legislativas, sem ruptura política.