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Educação

Paralisação professores estaduais: maioria das escolas de Passo Fundo tem aulas em turno reduzido

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O parcelamento dos salários dos professores estaduais pela 18º vez consecutiva fez com que a categoria decidisse pela paralisação das atividades nas escolas. A greve inicia hoje, dia 2, e vai até a próxima sexta-feira (4) no Estado.

 

A decisão foi tomada em assembleia do Cpers – Sindicato, realizada ontem (1º), em Porto Alegre. A classe é contrária ao parcelamento dos salários e a possibilidade da junção das folhas de agosto e de setembro.

 

Conforme levantamento da Uirapuru, em Passo Fundo, nesta quarta-feira, a maioria das escolas estaduais tem aulas em turno reduzido, pela manhã até as 10h, a tarde até as 16h e a noite até as 21h. 

 

Apesar do levantamento, a 7ª Coordenadoria Regional de Educação informa que a maioria das escolas está com aulas normais.  

 

O presidente do Cpers Passo Fundo, Orlando Marcelino, contou que antes mesmo do encontro na capital gaúcha os docentes da região já tinham se reunido e tirado o indicativo de greve. A região, abrangida pelo núcleo, possui aproximadamente 800 professores estaduais ativos em sala de aula.

 

Nesta quarta-feira, os professores vão se organizar e informar a comunidade escolar sobre as decisões da assembleia. Marcelino disse que somente hoje se terá um quadro claro de quantos educadores vão aderir à greve de forma integral ou parcial, com períodos reduzidos, e quais as escolas que serão atingidas.

 

Para o presidente do Cpers, a expectativa é de que todas as escolas do município e das proximidades se mobilizem. Ele destaca que a greve é fundamental para cobrar do governo do Estado e denunciar à sociedade o parcelamento dos salários que traz não só problemas para a categoria, mas também para a economia das cidades, porque faz com que os servidores públicos não tenham condições de pagar as suas contas e consumam menos.

 

Marcelino frisa que os educadores estão pagando a conta da crise que o governo não tem capacidade de resolver.

 

Se o governo do Estado não atender a reivindicação da categoria, uma nova assembleia será realizada na sexta-feira, também em Porto Alegre, para decidir os rumos da mobilização.