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País

Para psiquiatra, homem que esfaqueou Bolsonaro dificilmente terá aval para conviver em sociedade novamente

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A 3ª Vara Federal de Juiz de Fora decidiu nesta semana que Adélio Bispo de Oliveira, acusado de esfaquear o presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, é inimputável. Isso quer dizer que ele não pode ser punido criminalmente. Na avaliação psiquiatra das funções mentais, tanto os peritos oficiais como os assistentes técnicos das partes, foram unânimes em concluir que o réu é portador de Transtorno Delirante Persistente. Com a decisão, se condenado na ação penal, ele ficará em um manicômio judiciário e não em um presídio.

Em entrevista na Uirapuru, o psiquiatra Carlos Hecktheuer explicou que a pessoa é considerada inimputável quando ela não tem condições de avaliar os seus atos ou ainda de se considerar doente. Ela não faz juízo crítico de si. Segundo o psiquiatra, a organização mental distorcida se desenvolve ao longo dos anos. Disse que os sintomas podem aparecer já na infância, como isolamento, pouca afetividade e pensamentos peculiares, e se acentuar na adolescência e na vida adulta com mais clareza.

O doutor salientou que a pessoa inimputável não pode passar pelo mesmo julgamento de outra pessoa dita normal. Mas ressaltou que a pena para quem é considerado inimputável é muito cruel, porque a pessoa é confinada em uma instituição hospitalar forense. Segundo o psiquiatra, elas recebem o tratamento para amenizar os sintomas e manifestações da doença mental, no entanto, o laudo que aponte que ela está recuperada e apta a viver na sociedade dificilmente acontece.