Para população fechamento do comércio em alguns horários prejudica o consumidor
A realidade no comércio de Passo Fundo, especialmente, com relação às lojas de eletrodomésticos, mudou de alguns meses para cá. Pressionados pela queda nas vendas, aluguéis altos entre outros fatores, a alternativa encontrada, por muitos, foi a de fechar as portas ao meio dia. A crise que assola o País também pode levar outros segmentos do comércio a seguir o mesmo caminho. Os supermercados, por exemplo, já fecham um domingo por mês e a polêmica da possibilidade de estender para outros domingos volta à tona.
O assunto foi debatido no programa Sem Segredo, na Uirapuru, com a participação dos convidados: Celso Marcolan, presidente do Sincôgeneros e Tarciel da Silva, do Sindicato dos Comerciários. Conforme Tarciel, o sindicato sempre esteve envolvido em diminuir a carga horária dos funcionários aos finais de semana, especialmente nos domingos. Tarciel destacou que a crise deixa explicita a possibilidade da redução, que agora está sendo colocada em prática. Para ele, longas jornadas de trabalho não são geradoras de mais postos de trabalho, mas sim de diminuição de qualidade de vida dos trabalhadores. Tarciel citou que a maioria dos trabalhadores tem se mostrado felizes em finalmente poder passar um domingo com sua família.
Celso Marcolan, presidente do Sincôgeneros, explicou que é muito difícil conseguir funcionários no mercado, dispostos a trabalhar no domingo. A lei estabelece pelo menos um domingo de folga e uma folga semanal para todos, sendo que não tem como substituir funcionários para escalas aos domingos, uma vez que algumas tarefas são específicas. Para Celso Marcolan, um domingo fechado ao mês, mostrou ser uma solução diante do problema. Ele ressalta, no entanto, que ampliar esse fechamento é inviável.
Já a população sinalizou que o direito de folga deve ser respeitado, mas é preciso não retroceder, fechando supermercados e comércios aos sábados a tarde ou domingos. Para os ouvintes, Passo Fundo é um polo de saúde e educação, com muitas pessoas trabalhando até tarde, todos os dias. Para esta grande parcela do povo, os sábados e domingos são os únicos dias para ir às compras. Os ouvintes também lembraram que muitas pessoas da região vem até a cidade nos finais de semana, especialmente para consumir e sem este consumo o desemprego pode aumentar ainda mais, em meio a crise.