Para passo-fundenses o cidadão têm direito a se defender e o desarmamento só beneficia a criminalidade
Desde 1997 se fala em desarmamento no Brasil, sendo esta a data em que foi promulgada lei restritiva ao porte de arma. Já em 2003, a legislação se tornou mais rígida, com o Estatuto do Desarmamento. A ideia era diminuir o número de mortes por arma de fogo.
No entanto, em 2012, foi registrado o recorde anual absoluto de homicídios: 56.337 vítimas, com a maior taxa desde o início da contagem em 1980.
Por isso muitos defendem que o desarmamento foi um erro e se mobilizam pela revogação da lei. No outro lado da moeda, defensores do desarmamento alegam que não se pode esquecer que as armas de fogo são a causa de um grande número de acidentes domésticos e também as preferidas nos crimes passionais e suicídios.
O tema é polêmico, pois se de um lado o direito legítimo de defesa pessoal, fica desfavorecido, por outro, tem a máxima que diz que o cidadão de bem, independente de estar armado ou não, leva desvantagem diante de um criminoso. No estúdio estiveram presentes o tenente José Luis Zibetti, sargento Gilberto da Silva Ribeiro e o advogado Júlio Ramos.
Para o advogado, que representa entidades ligadas aos direitos humanos, à restrição é necessária e essencial, pois as armas de fogo são letais e por isso deve existir uma análise criteriosa de quem pode ou não possuir uma delas, como já ocorre em diversos outros países.
Já o tenente Zibetti, registra que o ideal seria um mundo onde as armas não fossem necessárias. No entanto, registra que hoje a realidade é outra, onde a violência impera. Por isso, a questão não é a proibição ou não, mas sim a qualificação das pessoas que vierem a ter armas.
Para o sargento Gilberto o porte de arma é um direito essencial dos cidadãos de bem e, sendo assim, deve ser respeitado.
Os ouvintes, em sua maciça maioria se mostraram contra o desarmamento. Para eles as famílias tem o direito de se defender. Se o estado não garante a segurança da população, as pessoas devem ter esse direito.
Eles também sugeriram que o governo oferece cursos de como manusear armas, de forma gratuita, para a população.