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Geral

Para passo-fundenses não há uma causa responsável por acidentes de ônibus, mas sim um conjunto de fatores

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Tragédias no trânsito, envolvendo ônibus rodoviários marcaram o início de 2015. Dois recentes acidentes deixaram um saldo de 17 pessoas mortas. No primeiro, ônibus da empresa Unesul tombou na localidade de Glorinha, na região Metropolitana e oito pessoas perderam a vida. No segundo um ônibus da Reunidas caiu em uma ribanceira, em Alfredo Wagner, na serra Catarinense. Muitas pessoas de Passo Fundo estavam no veículo e nove foram vítimas fatais. Seria fatalidade, afinal acidentes, infelizmente, acontecem? Ou irresponsabilidades, que envolvem as empresas, os trabalhadores, as condições das estradas e os passageiros que não zelam por sua segurança deixando de usar o cinto de segurança? As empresas não estariam atentas à manutenção dos veículos? Não preservando seus motoristas, expostos a carga horária excessiva?

 

O Sem Segredo trouxe o tema para discussão neste sábado. No estúdio participam o médico, Jorge Anunciação e o empresário de transporte rodoviário, Izair Sachet. Para o médico, cada caso deve ser analisado de forma individual. No entanto, algumas recomendações são fundamentais, os motoristas devem manter os exames periódicos em dia e mais importante, realizar períodos adequados de descanso e sono. Não apenas 30 minutos, mas tempo suficiente para que se recupere de longas jornadas dirigindo. Ele explica que em mil quilômetros, o motorista normal, desvia atenção da pista em torno de 50 quilômetros. Já os condutores de veículos não tem essa opção por isso o stress é maior.

 

O motorista aposentado e empresário Sachet, as responsabilidades são conjuntas. Ele lembra que a primeira carteira que tirou, tinha que ser mecânico também mecânico, conhecer o veículo. Por isso, as verificações feitas antes da partida e na chegada tinham mais qualidade. Além disso, em alguns casos principalmente no verão, as jornadas são excessivas e a fiscalização não é feita de forma adequada. Falta conhecimento do motorista, cobrança das empresas e dos órgãos públicos.

 

Para os ouvintes também são várias as causas, dentre elas: excesso de velocidade, qualidade dos motoristas, estradas sem manutenção e falta de fiscalização. As fatalidades, também foram citadas.

 

Já muitos ouvintes frisaram a fata de fiscalização dos sindicatos da categoria, que deixam as empresas infringir jornadas extenuantes aos motoristas.

 

O socorrista Marcelo Fabra, participou do programa e informou que por sua experiência o sono, realmente, é um grave problema. Lembrando que alguns ares condicionados provocam sonolência.