Para ouvintes uso das redes sociais e da internet por jovens é positivo, desde que se criem mecanismos de controle
Marcando o Dia das Crianças, domingo dia 12, o “Sem Segredo” deste final de semana falou sobre o dilema dos pais no que se refere ao uso das redes sociais e aplicativos pelos filhos. Essa é uma geração que se comunica online desde cedo e tem acesso a diferentes meios de informação. No entanto, o uso de eletrônicos tem tornado cada vez mais difícil a missão de saber o que os filhos fazem na internet.
Com uma capacidade de regulação reduzida, as crianças ficam expostas ao cyberbullying, à pedofilia, sem falar na adicção (ficar viciado) e privação do sono. Mas, como tudo, a internet não é só ruim e tem coisas boas a serem usadas em benefício das crianças.
Enfim, será que a sua utilização contribui ou interfere na educação? Esse foi o questionamento, feito aos ouvintes. Nos estúdios participaram o sargento Evandro Carlos, presidente do Condica e Alexandre Mattos, especialista em redes sociais.
Para o especialista, a capacidade de se conectar as novas tecnologias, estando antenado a todos os meios de comunicação, a longo prazo será positiva para as crianças, até mesmo nos meios profissionais, mas a falta de meios de controle, certamente, é prejudicial. Por isso é preciso haver um equilíbrio.
Para o sargento, é impossível hoje que a família, realmente, acompanhe de fato o uso que as crianças fazem desses meios. E que a facilidade de acesso possibilita que os jovens entrem em contato com a violência e a pedofilia, por exemplo, sem filtro ou fiscalização. Sem contar que o uso excessivo destes meios impede a interação entre as crianças.
Entre os ouvintes as opiniões ficaram divididas. O amplo acesso a informações, jogos e contatos é perigosa e o controle é essencial.
No entanto, todos reconhecem que o mundo sem as redes e a internet seria um retrocesso. O que é preciso é fiscalizar e controlar o uso feito pelas crianças e jovens.