Para ouvintes tanto tragédias nacionais como mundiais merecem a solidariedade dos brasileiros
Os atos de terrorismo, que assolaram Paris, capital da França, amedrontaram o mundo e deixaram as pessoas inseguras quanto ao futuro e revelando o risco de novos ataques a qualquer momento, em qualquer país. O medo está presente no ar, mas com ele também vem à solidariedade e respeito às vítimas da tragédia.
No Brasil a repercussão dos atentados na França causou forte impressão e muitos se manifestaram sobre o ocorrido, principalmente, nas redes sociais. Algumas postagens geraram polêmica sobre a razão de brasileiros se sentirem motivados a colocar as cores da bandeira francesa na foto do perfil de seu Facebook.
Quem questiona, alega que a vontade de mostrar solidariedade com o que acontece pelo mundo, não é a mesma quando ocorrem tragédias pelo Brasil. Internautas consideraram que o apoio às vítimas de Paris, em detrimento de tragédias nacionais, como a do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, onde morreram mais pessoas do que nos ataques recentes na capital francesa e o desastre, ainda em andamento, na cidade de Mariana (MG), com o rompimento de barragem que espalhou toneladas de lamas, por quilômetros, destruindo casas, comércio e matando pessoas, seria insensibilidade com os problemas do Brasil. A própria imprensa está sendo criticada por dar mais destaque para as tragédias de fora, do que as de casa.
O assunto foi tema do programa Sem Segredo da Uirapuru, onde participaram o jornalista Erni da Rosa e o especialista em marketing digital, Alexandre Mattos. Os ouvintes se manifestaram sobre o assunto, destacando a opinião da maioria de que o brasileiro deve sim se importar com assuntos mundiais e se solidarizar com as tragédias. Para os ouvintes, o brasileiro é um povo bom e que se preocupa com os próximos e isso se reflete em comoção.
O jornalista Erni da Rosa destacou que as tragédias de Mariana e da França aconteceram por motivos completamente diferentes.
No Brasil foi fruto de irresponsabilidade e ganância, enquanto que na França por fanatismo ou simplesmente maldade. Para o jornalista o mundo não tem fronteiras , sendo importante estar atento e unido para que certos problemas não cheguem até o Brasil.
O especialista em marketing digital, Alexandre Mattos, lembrou que as redes sociais são veículos de informação que não são baseados em credibilidade, pois qualquer pessoa escreve e divulga o que quiser. Muitas vezes quem está comentando não tem entendimento do contexto que envolve os atos terroristas internacionais e julgam a tragédia do Brasil como a mesma coisa.