Para ouvintes, problema do lixo precisa de ação urgente e decisiva pela prefeitura
Uma das questões enfrentadas no município de Passo Fundo é o destino do lixo, que hoje é enviado para o aterro de Minas do Leão./Por isso, no último sábado, o programa Sem Segredo debateu sobre o assunto.Participaram da discussão o Secretário do Meio Ambiente, Rubens Astolfi e o geólogo, Luiz Paulo Fragomeni.
De acordo com o secretário Rubens Astolfi, o município já possui um Plano Municipal de Resíduos, que precisa ser aprovado./Destaca que entre os objetivos do plano estão ampliar a área com contêineres na cidade e, principalmente, investir em reciclagem.
O secretário salienta que se aprovado 30 a 35% do lixo de Passo Fundo será reciclado. Atualmente, explica, cerca de 4 mil toneladas de lixo por mês são enviados para o aterro de Minas do Leão, gerando um custo mensal com transporte de R$ 460 mil.
Destaca que até 2011, Passo Fundo possuía um aterro, mas que foi interditado pelo Ministério Público, devido problemas estruturais e trabalhistas. Após, o lixo era encaminhado para um aterro de Marau, que também foi interditado em 2013, sendo o aterro de Minas do Leão o mais próximo para encaminhar o lixo.
O geólogo, Luiz Paulo Fragomeni explica que há prós e contras em enviar o lixo para outro município./Exemplificou que a FEPAN incentiva que existam aterros coletivos, para atender várias cidades, a questão é que Passo Fundo está enviando para muito longe, com um custo muito alto.
Ressalta que somente se o lixo é separado, descartado corretamente, é possível realizar a reciclagem, para gerar empregos e matéria-prima. Por isso, afirma que é preciso trabalhar a educação ambiental, conscientizar a população da importância de separar o lixo, para que possa ser reciclado.
Para a maioria dos ouvintes Passo Fundo é preciso investir em usinas de reciclagem, para gerar empregos e rendas, evitando gastos ao enviar o lixo para outros municípios.
Recicladora desabafa: só nós estamos perdendo, não estamos ganhando nada desde a interdição
As ações de interdição do Ministério do Trabalho com relação ao recolhimento e reciclagem do lixo em Passo Fundo atingiram as duas empresas que prestam serviço na cidade, a Codepas e a Via Norte, que tiveram suas atividades interditadas, gerando um grande transtorno na comunidade.
Por serem empresas estruturadas e pela urgência que o serviço fosse reestabelecido, em poucos dias conseguiram reverter a situação e, após adequações, foram liberadas para atuar novamente.
No entanto, a interdição segue afetando uma parcela importante de pessoas: os recicladores do lixo. Com a usina de reciclagem interditada, não há matéria prima e as famílias que dependem do lixo para sobreviver estão sem renda e sem perspectivas para voltar ao trabalho.
Na manhã de sábado, uma recicladora usou o microfone da Uirapuru para desabafar e falou do drama que as cerca de 30 famílias estão vivendo com essa situação.