Para ouvintes, ocupações prejudicam a comunidade escolar
O Sem Segredo do último sábado questionou os ouvintes se as ocupações das escolas é o caminho para buscar melhorias para a educação.
Participaram do programa, a presidente da União da Juventude Socialista, Francieli Teixeira e o professor Gabriel Tonin. Para a maioria dos ouvintes as ocupações nas escolas estaduais são prejudiciais para o processo, pois ao invés de agilizar um entendimento entre professores e estado, vai atrasar um acordo, já que as ocupações impedem que outros professores e estudantes contrários ao movimento utilizem as escolas para aulas.
Para a presidente da UJS, Francieli Teixeira, as ocupações são ordeiras e estão sendo uma experiência positiva para a juventude, pois cria uma consciência de buscar os seus direitos. Ela afirmou que mesmo que as ocupações não tragam resultado algum, só o aprendizado da situação já será de grande valia para os futuros cidadãos.
Para o professor Gabriel Tonin, há interesse político em volta das ocupações e que existem políticos e partidos por trás disso, para fazer nome entre a juventude e se apresentar mais tarde como candidatos. Disse ainda que o tempo em que os estudantes estão na ocupação pode ser melhor aproveitado, através de atividades que melhorem a situação dos espaços com a realização de serviços voluntários e enriquecimento pessoal dos alunos.
Durante o programa, o diretor-geral do 7º Núcleo do CPERS, Orlando Marcelino da Silva, destacou que os professores e funcionários das escolas estaduais apoiam as ocupações, o movimento estudantil e que não interferem na mobilização dos alunos.