Para ouvintes impedir escolas de expulsar e suspender alunos irá contribuir para ampliar a crise na Educação
Um polêmico assunto está na pauta dos debates sobre Educação em todos os lares gaúchos. O Conselho Estadual de Educação (CEED) estuda norma que impediria as escolas de suspender, afastar ou expulsar alunos. A proposta delicada, defende que o direito do aluno de estudar não pode ser revogado por nenhuma instituição de ensino. Se o parecer for aprovado, a instituição fica responsável por tratar dos casos de indisciplina de outras maneiras.
Em casos extremos, quando o estudante for considerado violento, por exemplo, segundo a norma não cabe à escola puni-lo, mas resolver os problemas ou encaminhar esse jovem a outras esferas, ainda que sejam a policial ou criminal. Para contribuir com esta importante questão, o Sem Segredo de sábado (9), trouxe ao estúdio a Coordenadora Regional de Educação, Marlene Silvestrin, a coordenadora adjunta, Lucinda Gonçalves e a representante das escolas privadas da região, diretora do Colégio Menino Deus, Márcia Muccini. Conforme a coordenadora essa norma já é aplicada nas escolas públicas sendo assim, o que acontece no estado e em Passo Fundo, especificamente, é um trabalho de prevenção e inclusão, permeado por comitês internos e apoio do Ministério Público.
Marlene registra, ainda, que em casos de indisciplina grave órgãos como o Conselho Tutelar e até mesmo a polícia. Com o que concorda a professora Lucinda. Ela explica que existe um Plano Anual, feito pela Secretaria Estadual de Educação, que houve as coordenadoria e direção das escolas, para definir o que precisa ser melhorado e como fazer isso.
Discordando, a diretora do Menino Deus frisa que não é aceitável destituir os professores de sua autoridade. Na escola os educadores são mediadores de conflitos e para isso precisam de respaldo. Segundo aponta, a escola tem que acolher sim os alunos, mas em determinados casos instâncias são rompidas e nem sempre a escola terá como administrar o problema.
A grande maioria dos ouvintes se colocou contrária a ideia de se tirar esse direito das escolas, de expulsar e suspender os estudantes. Muitos fizeram questão de lembrar que hoje as escolas e a Educação estão sucateada e que os alunos desrespeitam os educadores, chegando até mesmo a agressão física, o que pode piorar se os jovens souberem que não poderão ser punidos.
Outros pensam que a Educação tem que vir de casa e que na escola o papel é de aprendizado e não correcional. Ressaltando que os professores já se encontram de mãos amarradas, situação que deve piorar se a norma for aprovada.