Para ouvintes do Sem Segredo vacina contra HPV é necessária, mas atitude pode estimular sexo precoce
Começou na semana passada, em todo o país, a campanha do Ministério da Saúde que visa vacinar, especialmente nas escolas, meninas dos 11 aos 13 anos de idade contra o HPV, vírus do papiloma humano, transmitido através de relações sexuais. O HPV é o principal causador do câncer de colo de útero, um dos que mais mata mulheres no país.
Pela justificativa da prevenção, a campanha é exemplar e garante que as jovens não venham a apresentar a doença no futuro, mas por outro lado, a medida gera polêmica e preocupação por parte de alguns segmentos da sociedade. Alguns acreditam que a vacinação em meninas tão jovens pode despertar a curiosidade em relação à prática sexual, já que elas estariam imunes a doença. Diante de um tema polêmico e de suma importância, o Sem Segredo de sábado, pela Uirapuru, discutiu a questão e ouviu a opinião dos passo-fundenses sobre as consequências desta campanha. A opinião dos ouvintes é dividia em relação ao assunto.
Para o ex-vereador Ênio Luiz de Oliveira, há controvérsias em relação a essa vacinação contrao HPV. Ênio afirma que os pais são os primeiros que devem zelar pela vida e saúde de seus filhos e o governo só deve entrar nesse assunto com a permissão dos responsáveis. O ex-vereador afirma ficar preocupado quando se fala em vacinação em massa, ainda mais quando se trata de crianças. Para Ênio, esse tipo de vacinação relacionada às doenças sexualmente transmissíveis pode acabar queimando etapas na vida das crianças.
A psicóloga e secretária adjunta de saúde, Eliana Bortolon, é a favor da vacinação e diz que a campanha não vai estimular o sexo precoce. Ela apresentou dados informando que em Passo Fundo quase mil meninas já foram vacinadas, com poucas rejeições por parte dos pais. Segundo Eliana a dose é segura e produzida pelo Instituto Butantã, e vai evitar que o país gaste no futuro com o tratamento de portadoras de câncer de colo de útero. A psicóloga afirma que os pais podem orientar, mas não tem como preverem o que vai ser da vida dos filhos no tocante a sexualidade.