Para ouvintes do Sem Segredo o povo está cansado da criminalidade e por isso, faz justiça com as próprias mãos
A sociedade brasileira está reagindo, cada vez mais, a ação de criminosos, fazendo justiça pelas próprias mãos. Os casos de linchamentos se espalham pelo país e as repercussões, especialmente em redes sociais, tem aumentado e provocado discussões sobre o tema. Algumas pessoas enxergam isto como uma maneira de acabar com a impunidade, aplaudem e pedem bis.
Já outras preferem se manter fiéis as leis e acreditam que este tipo de reação representa risco e perigo, maiores que a insegurança. Este foi o tema discutido no Sem Segredo de sábado pela Uirapuru: Justiça pelas próprias mãos ajuda a acabar com a impunidade ou só aumenta a violência? As opiniões se dividem. Para alguns ouvintes, quem pensa em fazer justiça com as próprias mãos acaba também se tornando um criminoso. Para outros, o nível de criminalidade já cansou o povo, que passa a fazer sua própria justiça.
O médico psiquiatra Carlos Hecktheuer afirma que o povo está indignado e revoltado com a impunidade e insegurança, mas isso não justifica atos de violência em nome da justiça. Ele orienta que, em casos de violência contra si ou contra os outros, a maneira das pessoas reagirem é buscando auxílio de autoridades policiais.
O policial federal Flávio Ramos reconhece que a tolerância do brasileiro com as coisas erradas está no limite, mas lembra que é proibido fazer justiça com as próprias mãos. Caso a pessoa cometa uma agressão ou um homicídio, irá responder por isso com base no código penal. Para Ramos, a única maneira de melhorar o convívio social é fazer cumprir as leis de forma justa.