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Cidade

Para ouvintes do Sem Segredo decisão de castigar os filhos com uma palmada deve ser dos pais e não de uma lei

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Neste final de semana o Sem Segredo da Rádio Uirapuru, tratou do polêmico projeto da Lei da Palmada, rebatizado de Lei Menino Bernardo, em homenagem ao menino assassinado em Três Passos, foi aprovado em caráter terminativo pelos deputados federais e está sendo analisado pelo Senado, sem necessidade de votação no plenário.

 

A proposta proíbe pais e responsáveis legais por crianças e adolescentes de baterem em menores de 18 anos. Prevendo que os pais que agredirem fisicamente os filhos devem ser encaminhados a cursos de orientação e tratamento psicológico, além de receberem advertência, enquanto os filhos passam a ser encaminhados para atendimento especializado.

 

Desde que foi apresentada, há mais de dois anos a proposta causa polêmica e divide opiniões. Enquanto alguns pais e educadores entendem que já existem leis suficientes para punir a violência contra crianças, outros pensam que é necessário sim, para proteger ainda mais os menores.

 

No estúdio participam do programa o pastor Sidinei Nunes e a professora Maria Helena Biertóglio. Para o pastor, disciplinar fisicamente é uma questão cultural. Por isso, dentro deste contexto, a lei tira a autoridade dos pais na Educação dos filhos.Mais importante do que leis é investir na Educação firme.

 

Já de acordo com a professora, que lecionou e acompanhou o desenvolvimento de muitos jovens nos 42 anos de profissão, a culpa do jovens desviados, hoje, não é dos pais ou da falta de palmadas, mas sim das drogas. Para ela se educa por amor e não por dor.

 

Na opinião dos ouvintes, em sua unanimidade, é de que uma palmada de vez em quando contribui para o aprendizado dos filhos. Eles registraram que as crianças precisam de limites e que castigar por meio de uma palmada pode ajudar.

 

Além disso, muitos foram os que relataram ter apanhado na infância e que as palmadas foram essenciais para saberem o que é certo e errado. Registrando, ainda, que essa tem que ser uma escolha dos pais e não uma lei.