Para ouvintes cortes de ministérios do governo devem ser feitos diante da crise
A crise financeira que atinge todos os níveis da administração pública requer a adoção de medidas enérgicas para que uma saída seja encontrada. No Governo Federal até agora o pacote de ações se baseou em aumento de juros, impostos, cortes de financiamentos, atingindo em cheio as áreas da educação e habitação, limitação a reajuste de servidores e o pagamento parcelado do PIS e do 13º salário.
Nessa semana o Ministério do Planejamento acenou com uma possibilidade de uma reforma mais profunda, enxugando 10 dos 39 ministérios e extinguindo milhares de cargos que servem apenas como cabide de emprego e negociatas políticas. No Rio Grande do Sul não existe nenhum anúncio neste sentido. A presidente Dilma pode inaugurar uma nova realidade no País, enxugando a máquina pública, exemplo que pode se espalhar por todas as cidades do Brasil. A população pergunta neste momento: se a presidenta tomou essa medida, porque o Sartori e também alguns prefeitos não podem seguir o mesmo caminho?
O assunto debatido no programa Sem Segredo do último sábado, com a presença do presidente municipal do PT e ex-vereador Neri Gomes e o também ex-vereador Alberto Poltronieri. Neri Gomes defendeu que a criação dos Ministérios trouxe muitos benefícios para o desenvolvimento da nação. Na sua visão, cortar os ministérios seria uma ação errada, que traria redução no andamento das ações do governo.
O também ex-vereador Alberto Poltronieri, criticou o Governo Federal, dizendo que o mesmo está escondendo uma situação mais grave, no que diz respeito a crise. Para Poltronieri o corte de gastos com Ministérios é um primeiro passo, mas não a solução concreta para a crise.
A população foi unânime em afirmar que todos os cortes de gastos políticos são necessários e que os governos têm muitas despesas com cabides de empregos, enquanto a população é obrigada a pagar a conta da corrupção.