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Geral

Para ouvintes casamento gay em CTG serve para ilustrar o enfraquecimento do tradicionalismo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Desde que a juíza Carine Labres sugeriu realizar num CTG de Livramento, um casamento comunitário incluindo pessoas de mesmo sexo, a polêmica sobre o tema se espalhou pelo Rio Grande do Sul.  O CTG Sentinelas do Planalto foi o único a aceitar receber o evento. 

 

Durante o programa Sem Segredo do último sábado na Uirapuru ouvintes e convidados discutiram o assunto.  Para a maioria dos participantes a realização do casamento gay é algo que já está, aos poucos, se tornando natural. O questionamento é quanto ao local escolhido.

 

Os ouvintes se posicionaram afirmando que o CTG é um espaço onde as tradições e os costumes dos gaúchos devem ser preservados.  Alguns viram como uma afronta ao movimento tradicionalista, pois existem tantos outras opções para que a celebração possa acontecer.

 

O advogado Aires Rampazzo afirmou que essa discussão serve para que se reflita sobre as regras que regem o MTG. Diz que os tempos evoluíram e algumas normas respeitadas pela entidade não acompanharam essa evolução. Para Rampazzo é preciso haver um meio termo, dizendo que aos poucos será preciso que os CTG se adaptem a nova realidade.

 

O colunista social Wolmar Santos foi enfático ao dizer que sempre existiram relacionamentos de pessoas do mesmo sexo. Não vê problema que o casamento possa ser realizado dentro de um CTG, de um clube social ou de qualquer outro ambiente. Diz que é preciso acabar com a hipocrisia que existe na sociedade com relação a homossexualidade.