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Clima

Para meteorologista, mudanças climáticas do mundo não são consequência da ação do homem

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O fenômeno climático que aumenta as chuvas, o El Niño, deste ano, foi um dos maiores já registrados.Muitas foram as consequências sentidas no Estado, devido aos fortes ventos e temporais.

 

Para o meteorologista do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da UFPel – CPPMet e doutor em Fitotecnia, Gilberto Diniz, a tendência é que o El Niño siga até junho ou julho, mas com menor intensidade. Segundo ele, a previsão é que março e abril apresentem média normal de chuvas e maio, volumes superiores.

 

Diniz explica que o fenômeno sempre existiu, mas passou a ser mais estudado a partir de um El Niño muito forte, registrado em 1982 e 1983 e que, até então, só tinha ocorrido  desta forma em  1972. O meteorologista refere que no Rio Grande do Sul, o fenômeno tem uma ligação muito forte com as variações climáticas e sofre influência também da temperatura do Oceano Atlântico na Costa Sul. Diniz esclarece a diferença entre variação e mudança climática.

 

A mudança climática é quando um padrão deixa de existir, o inverno deixa de ser frio ou o verão quente, por exemplo, enquanto a variação é um distúrbio da média. Segundo o professor, o que se registra atualmente são variações climáticas e elas sempre aconteceram.  Para Gilberto Diniz, não é a influência do homem em determinado local que vai mudar o clima do mundo todo.

 

Ele afirma que essa é uma questão política. De acordo com o meteorologista, não há efeitos do aquecimento global no Rio Grande do Sul ou América Latina e a única coisa que pode ocorrer é uma alteração no microclima.