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Segurança

Para maioria dos ouvintes detentos devem trabalhar dentro dos presídios

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A crise no sistema carcerário brasileiro é um tema que tem sido alvo de inúmeras discussões nos últimos meses. O Rio Grande do Sul também sofre com baixo efetivo policial e falta de vagas nos presídios que já estão superlotados.

 

O assunto foi tema do programa Sem Segredo do último sábado. Discutiram sobre o tema com os ouvintes, o deputado estadual Vilmar Zanquin (PMDB) e o promotor Marcelo Pires.

 

Zanchin ressalta que a população carcerária do Estado é de 35 mil, sendo que a capacidade não chega na metade deste número. Destaca que 80% dos crimes cometidos no Rio Grande do Sul acontecem em 20 cidades, incluindo Passo Fundo. Para ele é preciso investir em ações de maneira planejada, principalmente nos municípios com maior incidência.

 

Cita, entre os problemas do sistema prisional, a fraca legislação penal, os presídios como escolas do crime e ausência de uma politica nacional no combate ao crime. Para o deputado, o principal problema está na falta de políticas públicas sociais que impeçam as pessoas de ingressarem no crime.

 

Zanchin afirma que irá cobrar do Executivo a criação de mais vagas nos presídios e a contratação de mais policias.

 

Para o promotor Marcelo Pires o problema na segurança do Estado está na falta de gestão pública. Explica que muitas vezes há recursos, mas a má administração não executa os projetos. Como é o caso da construção do presídio estadual na região, com verbas desde 2007 e nenhuma ação.

 

Sobre o questionamento de muitos ouvintes em relação ao bloqueio de celulares nos presídios, ele explica que os aparelhos com essa função acabam atingindo a população que mora próximo a casa prisional. Desta forma, os presídios teriam que ser construídos fora da zona urbana.

 

Para ele, a solução para o sistema prisional está na ampliação das vaga, construindo penitenciárias prevendo um local para utilização da mão de obra prisional. Explica que está na lei de execução penal, o direito e a obrigação do detento trabalhar, mas hoje não é implementado por falta de estrutura.

 

Neste contexto, a maioria dos ouvintes defende que os presos têm que trabalhar e cobram uma legislação mais rígida.