Para jurista, siglas que priorizam dinheiro a políticos em mandato impedem a renovação
Os cinco partidos que mais receberão recursos do fundo eleitoral neste ano informam nesta semana que, na distribuição do dinheiro, pretendem priorizar os candidatos atualmente com mandato.
O tesoureiro do Progressistas, deputado Ricardo Barros, por exemplo, declarou: “Vamos priorizar os deputados com mandato. Governadores e senadores terão algum financiamento razoável. Deputados estaduais, pouco financiamento, mas terão. São os detentores de mandato que têm mais probabilidade de voltar”. A declaração deixa evidente a intenção de perpetuar figuras já conhecidas da política.
O advogado Dárcio Vieira Marques explicou que esta ação é uma barreira na renovação política, pois os jovens que ingressam neste caminho não possuem recursos para conseguir visibilidade e divulgar suas propostas. Por outro lado, os partidos querem proteger quem tem toda uma caminhada, quem fez a sigla crescer, evitando favorecer os políticos que pulam de galho em galho.
Para Dárcio a solução está em permitir, desde que com total transparência, que empresas façam doações para o setor político. Isso pode favorecer quem está chegando agora na política e renovar o quadro.