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Greve

Para jurista, momento é das pessoas se acalmarem e do governo se sensibilizar quanto aos preços do petróleo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Com a greve nacional dos caminhoneiros, iniciada no dia 21 de maio, ganhou força nas ruas os pedidos de intervenção militar.

 

Em Passo Fundo, durante manifestação em apoio à categoria, ontem (28), muitas pessoas carregaram cartazes e faixas com pedidos de interferência das Forças Armadas. O ato, que também foi motivado pela situação econômica e política que atravessa o país, ocorreu em dois pontos, na Avenida Brasil e no Parque da Gare. Também houve grande aglomeração na ERS-324 Trevo do Ricci, com mais de 300 veículos e muitas pessoas preparadas para acampar.

 

Em entrevista à Uirapuru, o advogado Dárcio Vieira Marques explicou que há diferenças entre tomada de poder pelos militares, que foi o que aconteceu em 1964 e intervenção militar. Disse que o que está sendo cobrado hoje, a intervenção militar, é o que está ocorrendo no Rio de Janeiro. Com os órgãos de segurança se sentindo impotentes diante de tanta violência, sem armas e sem estratégias suficientes para contê-la, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, solicitou ao presidente da República, Michel Temer, intervenção militar.

 

Desde fevereiro é o Exército que responde pelas polícias, bombeiros e área de inteligência do Estado. Sobre colocar provisoriamente um governo militar no lugar do atual, há cerca de cinco meses das eleições, o jurista acredita que poderia ficar pior do que está e só serviria para queimar a imagem das Forças Armadas. Frisou que é a hora das pessoas se acalmarem.

 

Segundo Dárcio, os caminhoneiros já tiveram uma vitória e demonstraram ao governo Federal que ele precisa tratar da questão dos preços do petróleo. Ressaltou que o governo tem que se sensibilizar que não pode, de uma hora para outra, deixar que a Petrobras corrija todos os problemas em meses.